sexta-feira

Pé na estrada: ônibus é usado para espelhar a educação digital


Por Jefferson Guimarães*
Uma boa ideia - desenvolvida a partir de fóruns de discussão on line, está fazendo a diferença por onde passa. Trata-se do Ônibus Hacker, um Mercedes-Benz O-371, de 1989, que leva educação digital a várias comunidades brasileiras. O projeto social, que pretende transformar vidas por meio da tecnologia, foi desenvolvido por 30 jovens, tendo à frente a jornalista Lívia Ascava e o cientista social Pedro Belasco (foto).
A iniciativa surgiu a partir de debates no Transparência Hacker, um fórum on line que questiona a omissão de dados públicos na internet. O segundo passo foi levar o projeto ao Catarse (site de financiamento colaborativo). Não demorou muito e os resultados começaram a aparecer -  464 apoiadores doaram um total de R$ 58.593,00, montante que superou a meta inicial de R$ 40 mil.
Os recursos possibilitaram a compra do Ônibus Hacker, que ganhou a estrada há poucos meses. O ponto inicial da primeira viagem foi Jaguaré (SP), de onde seguiu para o Fórum Internacional de Software Livre (FISL), em Porto Alegre. Desde então, já foram feitas cerca de 10 “invasões” (como foram batizadas as intervenções do projeto), nas cidades por onde passa.
E é literalmente uma invasão. Ao chegarem na cidade-alvo, os integrantes do projeto chamam a atenção de quem está perto com um método antigo: um megafone! Ao reunir as pessoas, eles levantam os maiores problemas da comunidade e propõem soluções, com oficinas de rádio, blog e mapeamento cartográfico, entre outras. Os “invasores” tornam-se professores.
O ônibus é o que mais chama a atenção das crianças, mas elas logo percebem que o projeto, apesar de divertido, não é uma brincadeira. Numa invasão à cidade de Ribeirão Preto (SP), foram os pequenos que apontaram um dos maiores problemas da comunidade: a polícia local. A partir daí, teve início uma oficina sobre como elaborar um blog, no qual elas faziam papel de jornalistas e denunciavam o que estava errado.
O espaço interior do Mercedes O-371  foi reformado para acomodar melhor os professores e alunos durante as oficinas, já que o projeto não foi concebido nesse formato. “Na verdade, tivemos a ideia inicial de fazer um mutirão de oficinas sobre projetos de lei criados popularmente”, conta Pedro Belasco. Ele se refere aos projetos de lei de iniciativa popular, que permitem que cidadãos brasileiros deem suas sugestões de leis para a Constituição Federal. “Poucas pessoas sabem que isso é possível. Apesar da burocracia que o processo envolve, queremos explicar seu funcionamento”, completa.
O projeto ainda passa por algumas incertezas, como o tempo de estadia nas cidades escolhidas. “Se ficamos muito tempo, as pessoas acabam se acostumando com nossa presença”, afirma Lívia Ascava, que não duvida que o ônibus “é um ambiente de educação informal”. A administração financeira também é outra dúvida do projeto. Os Hackers levam a vida no melhor estilo hippie, mas também têm os seus custos. Só o estacionamento custa R$ 300 mensais. Na primeira troca de peças, eles dizem que foram gastos R$ 10 mil.
Com ou sem verba, eles continuam planejando as próximas viagens. Até o fim do ano, o projeto cogita expandir fronteiras. Lívia e Pedro contam que há planos de workshops no Paraguai. Serão alguns quilômetros de aventura, cultura e educação que se somarão aos mais de 18 mil  já rodados desde a compra do ônibus.
Para mais informações sobre o projeto, as invasões realizadas e as que ainda vão acontecer acesse o siteÔnibus Hacker. E se você conhece alguma ação como essa e gostaria de vê-la divulgada em nosso site, conte a história para nós. O endereço para envio é rededemobilizacao.rms@gmail.com.
*Com informações do Projeto Generosidade.

quarta-feira

Trolebus parado no meio do caminho é coisa do passado

Replicado do Blog Ponto de ônibus
trolebus
Trolebus parados no meio do caminho por falta de energia será coisa do passado. Eletra entregou as primeiras unidades de um ônibus elétrico que pode operar até 10 quilômetros, independentemente da rede aérea. Isso deve agilizar as operações dos trólebus em casos de defeitos nas subestações.
Eletra desenvolve primeiro trólebus com
sistema autônomo de baterias para a Ambiental
O veiculo faz parte do primeiro lote de 50 carros encomendados pela empresa. Com 15 metros de comprimento, é equipado com sistema autônomo de baterias que permite percorrer até 10 quilômetros desconectado da rede aérea. Outros 50 veículos estão sendo negociados
Trólebus parado no meio da pista por falta de energia será coisa do passado dentro de pouco tempo. Está chegando às ruas de São Paulo, o primeiro trólebus encomendado pela operadora Ambiental Transportes Urbanos, equipado com sistema autônomo de baterias, que possibilita que o carro percorra até 10 quilômetros de distância desconectado da rede aérea.
Essa tecnologia, inédita para o transporte público paulistano, já comprovou sua eficiência no sistema de transporte da cidade de Wellington na Nova Zelândia, onde 62 trólebus de 12 metros operam desde 2009 com sistema de tração e sistema autônomo com baterias desenvolvidos pela Eletra. Assim, a qualquer momento que o sistema sofrer uma queda no fornecimento de energia, seja por acidente no trânsito ou pane, o sistema de baterias é acionado, as alavancas são recolhidas, e o veículo pode seguir normalmente até a próxima subestação com fornecimento regular de energia.
“A exceção de um apagão geral, a interrupção da operação dos trólebus ocorre ou por um defeito em uma subestação ou por um acidente com a fiação. Com a tecnologia desenvolvida pela Eletra esse problema acabou, pois a distância entre as subestações de energia é de 1 km e a autonomia do trólebus sem rede é de 10km, garantindo o deslocamento até um novo trecho energizado sem a interrupção ou transbordo de passageiros. Agora, além da vantagem da emissão ZERO de poluentes, o trólebus se consagra pela eficiência em sua operação”,afirma Iêda Maria Oliveira, gerente comercial da Eletra.
Iêda lembra ainda que esse sistema permite o barateamento da operação, já que não é necessário, por exemplo, que a empresa tenha seu pátio eletrificado para guardar os carros.“Eles podem ser conduzidos à garagem por meio das baterias”, exemplifica.
Até o momento seis veículos de 15 metros dos 50 encomendados pela empresa foram entregues. Um outro lote de mais 50 veículos está sendo negociado com a fabricante de chassi Scania. Este é o primeiro equipado com o sistema autônomo de baterias. O chassi é Scania, com três eixos e piso baixo; a carroceria é Induscar/Caio, o motor elétrico de tração é WEG e as baterias são da Moura, todos fabricados no Brasil.

Notícias sobre a linha Osasco a São Roque

ARTESP decide destino da Expresso Regional nesta semana
A Artesp aguardava a decisão da justiça para substituir a Expresso Regional, que dentre outras linhas, faz a Osasco - São Roque. Porém o Juridico da Artesp depois de estudos baseados nas leis de concessionarias, decidiu abrir um novo Certame o 002/2012 e deixou de lado o 001/2012, a diferença é que neste certame vai escolher a empresa que tiver a melhor pontuação em questão de frota, relacionamento com a Artesp. Mas desta vez a Artesp irá selecionar a empresa vencedora e a mesma aguardará o processo nº 0048666-53.2012.8.26.0053 em discusão na 6ª vara de São Paulo. 14 empresas disputam, Belarmino Surpreende com 3 empresas na licitação da Artesp
O Grupo Belarmino surpreendeu, de acordo com o setor da artesp que cuida da licitação a UGA, as 14 empresas foram as seguintes: 

Rapido Campinas, VB, Lirabus, Expresso São Roque, Leads, Ralip, Viação Osasco, CS Brasil,
Vipal, Leblon, Jundiá, Rosa, e na forma de consorcio: Metropolitana e Mobi Brasil.

quinta-feira

Prefeitura de São Paulo testa ônibus movido a bateria


Prefeitura de São Paulo testa ônibus movido a bateria  (Reproduzido do blog: Meu Transporte)

quarta-feira, 3 de outubro de 2012
A Prefeitura de São Paulo, por meio da  Secretaria Municipal de Transportes e da São Paulo Transporte (SPTrans), em parceria com a Rede C40, Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID)  e Instituto ISSRC, está  realizando testes com um novo ônibus movido a bateria, fabricado pela  empresa  chinesa BYD.  Essa tecnologia, que emite zero poluente, é inédita no Brasil.  

Os primeiros testes do veículo foram realizados sem passageiros,  entre 17 e 27 de setembro, pela  Viação Transppass. O ônibus foi carregado com bombonas d’água para simular o peso de um coletivo com passageiros, em rotas e linhas pré-determinadas, para medir a eficiência energética, consumo e desempenho do veículo.

O veículo a bateria continuará em testes por mais 15 dias sob responsabilidade da empresa Ambiental Transporte, supervisionada pela SPTrans, onde serão conferidos os ganhos de eficiência registrados nos testes realizados em São Paulo e também em Bogotá, na Colômbia.

Os testes já realizados mostraram que esse modelo consome 131,7 kwh a cada 100 quilômetros percorridos, ao custo de R$ 0,20 por kwh. Um ônibus comum movido a diesel consome 55 litros de combustível para rodar a mesma quilometragem, ao preço médio de R$ 1,90 por litro. O veículo movido a bateria tem uma autonomia de 250 quilômetros com uma carga completa, que leva no máximo quatro horas para ser realizada.

Durante um dia de teste, foram rodados 230 quilômetros com um custo de R$ 60,58 para o veículo movido a bateria, recarregado fora do horário de pico, quando o preço da energia é mais baixo. O ônibus movido a diesel teve um gasto de R$ 240,35 no mesmo cenário de teste. Isso representa uma economia que pode chegar a R$ 179,77 por dia, ou R$ 59.324,10 por ano, apenas com combustível.

Um veículo movido a bateria e modificado para atender às especificações da SPTrans está avaliado em R$ 950 mil, enquanto um similar movido a óleo diesel custa em média R$ 400 mil. Essa tecnologia já está em operação em países como China, Cingapura, Taiwan, Itália, Holanda, Alemanha e Estados Unidos.

O veículo que está sendo utilizado nos testes não atende  às especificações e padrões exigidos pela SPTrans, por ser um ônibus criado para atender aos padrões operacionais da China. Um modelo deverá  ser montado, dentro das especificações da Capital, para fazer novos testes aos interessados na aquisição do equipamento.

As empresas Transppass e Ambiental Transporte tiveram participação nos testes disponibilizando a infraestrutura, mão de obra operacional e de manutenção.
http://meutransporte.blogspot.com.br/2012/10/prefeitura-de-sao-paulo-testa-onibus.html

sexta-feira

Moradores do Jardim Santo Antonio e região lutam por linha de ônibus direto para a Estação Km. 21 da CPTM


Desde que o trânsito na Região se intensificou, temos procurado uma maneira de nos locomover mais rapidamente pois, atualmente não tem sido possível ir da nossa região às Estações da CPTM, sem que se perca enorme tempo, devido à falta de corredores exclusivos para os ônibus.

Acreditamos que a melhor maneira de resolver essa questão seja a implantação de linha  de ônibus que saia do Jardim Santo Antonio e trafegue pelas Avenidas Santiago Rodilha, Benedito Alves Turíbio e Marginal do Rodoanel, atingindo rapidamente a Estação Gal. Miguel Costa da CPTM, localizada no Km 21, divisa entre Carapicuiba e Osasco.

Queremos a sua  colaboração, assinando documento que enviaremos a um vereador da cidade, que se prontificou a lutar para que alcancemos nossas pretensões.

Postaremos aqui, todo o passo-a-passo da solicitação, visto que a luta será árdua, uma vez que vai contra os interesses dos empresários de ônibus, os quais acreditam que a nossa solicitação não lhes trará lucro.

Participe! Ajude-nos a lutar por mais melhorias para os nossos bairros. Acompanhe as publicações semanais sobre esse assunto nesse blog.   

Ótimo final de semana a todos os leitores.